Arquivo para dezembro, 2012

criação

Posted in Poemas on 31/12/2012 by Geraldo Maciel

nunca foi tão real

 

era um sonho com gosto.

era noite, mas não era noite

 

eu não só via seus olhos

mas os sentia

chegando perto

 

de repente não havia mais nada

só seus olhos

e sua boca com um gosto de despedida

 

o gosto era bom

porque era o último

 

até agora

sinto sua língua

tão irreal

com um gosto de eternidade

de despedida

de antigamente

de jamais.

 

já houve outros sonhos

outros beijos

outras bocas

mas nada

nunca foi tão real

 

já houve outros sonhos

que você invadiu

mas nenhum

nunca foi tão real

 

minhas mãos implodem

e tudo que resta é o que não há

porque apesar da madrugada

nunca será real

 

tudo que resta é o silêncio

Posted in Uncategorized on 09/12/2012 by Geraldo Maciel

e tudo que resta é o silêncio.

ninguém vai ler ou ouvir palavra alguma.

especialmente porque o silêncio permanece envolvido pela noite

com tudo que está morto e que,

é óbvio,

é o novo nada.

conclusão: tudo que resta é o silêncio

(in)existência

Posted in Uncategorized on 09/12/2012 by Geraldo Maciel

tudo segue seu curso natural,

com perdas,

desalentos

e um punhado de solidões amontoadas,

só pra no fim a gente descobrir que foi tudo perda de tempo.

 

eram só sorrisos falsos

e promessas impossíveis.

 

a única certeza

é que em breve a certeza não estará mais.

 

tudo acaba, não é mesmo?

a dor passa – então tudo volta.

a felicidade não existe

e eu vivo a me repetir.

 

os momentos de que eu tanto falei em outros dias

explodiram.

não haverá mais estrelas,

mas não é o fim do mundo.

é só a breve inexistência daquilo que nunca mereceu ser.

hoje não escreverei um poema

Posted in Uncategorized on 09/12/2012 by Geraldo Maciel

mesmo que vocês esperem,

hoje não escreverei um poema.

 

pode ser o mundo tenha mudado,

mas não,

hoje não escreverei um poema.

 

estamos sempre caminhando sobre nossas contradições.

e eu espero,

apesar de as ruas não trazerem nada demais.

 

só sei que hoje não escreverei um poema.