Arquivo de fevereiro, 2013

És

Posted in Poemas with tags , , on 25/02/2013 by A palavra inaudita

És minha poesia

e nunca deixarás de sê-la.

 

Em breve,

não serão mais necessários

papéis, telas,

tintas, pincéis,

pois desenharei meus versos

com meus dedos em tua pele.

 

As palavras nascerão

e marcarão teu corpo.

Nenhum milímetro

escapará dos versos que te decifrarão.

 

Assim permaneceremos:

por dias e dias,

tecendo um poema que nunca terá fim –

que nunca quererei que tenha fim.

 

A cada segundo,

a cada dia,

eternamente,

descobrirei novos poros

e detalharei

a escultura de teu corpo

em palavras.

 

E direi em teus ouvidos

que és,

simplesmente és,

absolutamente és.

 

E então, enrubescida,

dirás em silêncio palavras ainda não inventadas.

 

Minhas mãos

e depois meus lábios

tocarão os teus,

e o universo entrará em combustão.

Minha canção

Posted in Poemas on 11/02/2013 by A palavra inaudita

Meu desejo agora

é transformar-te numa canção,

se ainda houver canções para serem escritas.

 

Meu desejo agora

é que minha voz ecoe por teus poros,

se o momento puder deixar de sê-lo.

 

Meu desejo agora

é ver as notas que exalam de teus dedos,

se não houver nada além do silêncio do mundo.

 

Meu desejo agora

é que as estradas não existam,

se o som de teus olhos ocupar seu espaço.

 

Meu desejo agora

é que sejas minha canção,

se quiseres estar sempre em mim.

on my wall

Posted in Poemas on 11/02/2013 by A palavra inaudita

(seeing your pictures)

I want…

 

There’s a silence.

Sing for me.

 

I have to go to bed.

I want to wake up

out of myself.

 

Come and stay

for weeks and nevermore.

sonho

Posted in Uncategorized on 10/02/2013 by A palavra inaudita

eu queria que as coisas fossem mais fáceis

eu queria que o tempo não tivesse feito tudo demorar tanto pra acontecer

eu queria que estivéssemos no mesmo lugar não importa onde fosse

eu queria que estivéssemos no mesmo tempo não importa quando fosse

eu queria que não houvesse tanta coisa inútil no caminho

eu queria que o morrissey fizesse uma canção pra gente

eu queria que ele cantasse essa canção

eu queria não estar sentindo tanta vontade de te beijar agora

eu queria que a vida fluísse livremente sem as amarras que impusemos a ela

eu queria não sentir tanta culpa

eu queria que não houvesse ninguém a quem culpar

eu queria olhar seus olhos ver seus cabelos voarem e que seu perfume invadisse o ar como fosse a essência da vida

eu queria que as palavras mudassem alguma coisa

eu queria que o mundo não precisasse ficar contra nós

eu queria que não houvesse erros

eu queria que nós pudéssemos ser quem somos

eu queria um sorriso que não viesse por escrito

eu queria entender por que há tantas impossibilidades

eu queria que ninguém achasse que você não devia habitar minhas palavras

eu queria que o mundo não fosse um lugar tão ruim

eu queria até que houvesse só você e eu

eu queria não pensar nesse poema

 

 

todos os poemas do mundo

Posted in Poemas on 06/02/2013 by A palavra inaudita

você deveria estar

em todos os poemas do mundo

porque seriam necessários todos os poemas do mundo para descrevê-la minimamente

porque talvez o maior poema do mundo seja você

porque eu poderia ler os seus olhos sempre que abrisse um livro

porque tudo que eu escrevesse seria sobre você

porque então eu não precisaria ficar esperando para ler o que você escreve

porque nossas palavras esbarrariam umas nas outras com uma frequência muito maior que nossos agoras

porque há poemas sem palavras

porque poemas são quadros onde pintaram sua voz

porque eu não consigo parar de pensar

porque a vida é muito pequena se comparada ao que vejo

porque o que vejo não cabe num poema

porque o que vejo invade a sala e desdobra-se pela janela

porque o que vejo deita-se sobre o colchão e invade as almas

porque o que vejo não está aqui

porque o que vejo tem a força de ondas destruindo a praia

porque o que vejo embaralha os sentidos

porque o que vejo todo o mundo percebe mesmo que eu não queira

porque o que vejo inunda as páginas da minha cabeça

porque o que vejo

é lindo como a neblina que torna tudo misterioso

mas não me impede que eu sinta que você está

em todos os poemas do mundo

 

minuto

Posted in Uncategorized on 03/02/2013 by A palavra inaudita

… fico minutos incontáveis vendo suas fotos

e elas me lembram dos poucos minutos que tivemos…

 

… guardo lembranças eternas que nunca existiram

e abraço toda a nossa impossibilidade…

 

… crio histórias e invento momentos perfeitos

e insisto para que viva dentro de mim…

Aqui

Posted in Poemas with tags on 03/02/2013 by A palavra inaudita

ela me esperava como numa cena de um filme situado na França.

de vestido branco e com seus cabelos

vermelhos.

eu a olhei por alguns segundos antes de entrar.

respirei.

e alguma coisa ficou mais clara.