Archive for the Uncategorized Category

sonho

Posted in Uncategorized on 10/02/2013 by Geraldo Maciel

eu queria que as coisas fossem mais fáceis

eu queria que o tempo não tivesse feito tudo demorar tanto pra acontecer

eu queria que estivéssemos no mesmo lugar não importa onde fosse

eu queria que estivéssemos no mesmo tempo não importa quando fosse

eu queria que não houvesse tanta coisa inútil no caminho

eu queria que o morrissey fizesse uma canção pra gente

eu queria que ele cantasse essa canção

eu queria não estar sentindo tanta vontade de te beijar agora

eu queria que a vida fluísse livremente sem as amarras que impusemos a ela

eu queria não sentir tanta culpa

eu queria que não houvesse ninguém a quem culpar

eu queria olhar seus olhos ver seus cabelos voarem e que seu perfume invadisse o ar como fosse a essência da vida

eu queria que as palavras mudassem alguma coisa

eu queria que o mundo não precisasse ficar contra nós

eu queria que não houvesse erros

eu queria que nós pudéssemos ser quem somos

eu queria um sorriso que não viesse por escrito

eu queria entender por que há tantas impossibilidades

eu queria que ninguém achasse que você não devia habitar minhas palavras

eu queria que o mundo não fosse um lugar tão ruim

eu queria até que houvesse só você e eu

eu queria não pensar nesse poema

 

 

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minuto

Posted in Uncategorized on 03/02/2013 by Geraldo Maciel

… fico minutos incontáveis vendo suas fotos

e elas me lembram dos poucos minutos que tivemos…

 

… guardo lembranças eternas que nunca existiram

e abraço toda a nossa impossibilidade…

 

… crio histórias e invento momentos perfeitos

e insisto para que viva dentro de mim…

tudo que resta é o silêncio

Posted in Uncategorized on 09/12/2012 by Geraldo Maciel

e tudo que resta é o silêncio.

ninguém vai ler ou ouvir palavra alguma.

especialmente porque o silêncio permanece envolvido pela noite

com tudo que está morto e que,

é óbvio,

é o novo nada.

conclusão: tudo que resta é o silêncio

(in)existência

Posted in Uncategorized on 09/12/2012 by Geraldo Maciel

tudo segue seu curso natural,

com perdas,

desalentos

e um punhado de solidões amontoadas,

só pra no fim a gente descobrir que foi tudo perda de tempo.

 

eram só sorrisos falsos

e promessas impossíveis.

 

a única certeza

é que em breve a certeza não estará mais.

 

tudo acaba, não é mesmo?

a dor passa – então tudo volta.

a felicidade não existe

e eu vivo a me repetir.

 

os momentos de que eu tanto falei em outros dias

explodiram.

não haverá mais estrelas,

mas não é o fim do mundo.

é só a breve inexistência daquilo que nunca mereceu ser.

hoje não escreverei um poema

Posted in Uncategorized on 09/12/2012 by Geraldo Maciel

mesmo que vocês esperem,

hoje não escreverei um poema.

 

pode ser o mundo tenha mudado,

mas não,

hoje não escreverei um poema.

 

estamos sempre caminhando sobre nossas contradições.

e eu espero,

apesar de as ruas não trazerem nada demais.

 

só sei que hoje não escreverei um poema.

Agora

Posted in Uncategorized on 30/06/2011 by Geraldo Maciel

A insistente ignorância daquilo que nos rodeia mas

que não se quer ver

nos leva

                a um mesmo destino

                                                          que

                                                          (para além de não o querermos)

nem sabemos se nos será dado conhecer

nos leva

               a um mesmo destino

                                                          repleto de concreto e

                                                                        sem abstrações

E as coisas permanecem sempre as mesmas

                                                   sempre

                                                   sempre

                                                   sempre habituadas à insistente ignorância

daquilo que nos rodeia mas

                 que não precisamos ver

A insistente ignorância daquilo que nos rodeia

nos leva

                 à inexistência

                                             que bate à nossa porta

                                             insistentemente

                                            e nos torna

                                            o que somos e o que não somos

                                                                                                            sempre

New adventures in Technicolor

Posted in Uncategorized on 22/06/2011 by Geraldo Maciel

Lembra quando o Mick Jagger cantava numa música dos Stones que queria tudo pintado de preto?

Pois é…

Entre todas essas cores e toda essa alegria que andam por aí,

Em meio a todos esse sentimentos que se revelam não mais do que enganos,

Transitando entre a falsa leveza de coisas fugazes e desimportantes,

Estamos nós.

Nós e nossa escuridão.

Nós e nossa consciência.

Nós e nossas frustrações.

 

Por que fingir que tudo está bem, se as coisas não são assim?

 

Vamos também tingir de preto e cobrir com uma tristeza pesada e essencial tudo aquilo que é maquiado para parecer feliz.

Sejamos sinceros e tristes e autênticos,

sem nada que cubra nossos rostos e nos esconda os olhos.

 

Sejamos quem devemos ser,

contanto que sejamos nós.

Monocromáticos, mas reais.

Sem o bom-mocismo que faria de nós lugares quaisquer

e nos impediria de correr contra tudo aquilo que oprime e emudece.

 

Sejamos apenas

uma explosão e o fim.